Não deixe nunca alguém lhe dizer que você,não e capaz defazer alguma coisa,mesmo que essa pessoa seja "Eu"
quarta-feira, junho 11, 2008
sentimentos
De repente ficou difícil escrever sentimentalidades apesar do sentimento estar cada vez mais vivo. Falta aquele ímpeto que se acabou consumido pelos anos, que esmoreceu vítima de todos os momentos onde ele poderia ter sido transformado em matéria e não foi. Talvez eu já não consiga dizer porque tudo que poderia ter sido dito já foi dito sem maiores conseqüências que não minhas lágrimas escorrendo fugidias pela minha cara ante o filme ruim, e minha respiração asmática tentando encontrar o ar – o amor expande sua área, porém perde seu volume. É uma película delicada, são as minhas retinas. É o meu suspirar num dia de muito frio, um bafio alvo de vapor d’água condensando-se para lhe dar provas de existir. Aquele amor ainda é feito daquelas mesmas substâncias, ainda é o ar que eu, ofegante, respiro. Só que tornado rarefeito. A poesia me escapa porque eu não mais a entendo. Seus contornos parecem uma composição disforme e sem conceito. Os versos que eu fazia derramando verve poética sobre a imagem desejosa do seu corpo tornaram-se apenas minha voz mais grave e lírica falando de criaturas míticas. Eu posso lhe acompanhar com os olhos na sala escura, eu posso permitir que meus olhos saltem discretamente por cima da armação dos óculos. Eu suspiro. Eu ainda quero.. Eu posso ainda amar e eu amo. É...Apesar de tornada inerte, eu ainda amo.Os anos passam à nossa revelia enquanto continuamos suspensos no ar. Então me assalta a sensação de que meu tempo está se esgotando. Isso é o que me fez me debulhar em lágrimas durante aquele filme ruim: depois de quase três horas de consumição, o final feliz se dá nos cinco últimos minutos de projeção,me fazendo pensar se um tão breve gozo compensaria o penar da minha longa espera.Fazendo-me entender que talvez eu nunca saiba a resposta.
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